sábado, 28 de junho de 2014

Ghost hunt - anime, Fantasmas das trevas



Comecei a assistir esse Ghost Hunt no feriado e terminei ontem e posso falar que até gostei apesar de meio irregular.

É um anime baseado em um light novel da Fuyumi Ono a grande escritora que já fez coisas fodas como 12 reinos e sempre escreveu contos/histórias de terror, gosto de tudo que ela faz hehe.
A história é sobre o Shibuya Psychic Research center, um grupo que investiga casos paranormais e que uma colegial, como quase tudo de importante que acontece no japão acontece com as colegiais, vai parar nesse grupo que é composto por 1 monge, 1 sacerdotisa, 1 padre, 1 medium, 1 chines praticante de algum paranues das trefas chineses e o líder gênio metódico além lógico da colegial escandalosa.
O anime relata alguns casos paranormais, mas com uma pegada mais de espiritismo/espíritos usando cada uma das crenças para dar visões diferentes. Quando realizam exorcismo um faz pelo budismo, outro catolicismo, outra xintoismo e tal mostrando os ritos diferentes que no final das contas são usados para a mesma função. O legal é ver que a autora que era uma monja mostra um pouco desse mundo apesar de ser uma forma bem resumida.
No geral os casos são resolvidos pelo grupo no minimo estranho que nunca tem uma opinião única sobre nada, eles ficam se provocando e cometendo bastante erros, mas no final das contas os mais subestimados que se mostram os mais fodões kkkk
A forma como relata os casos também assusta um pouco, exemplo de uma casa onde os donos foram fazendo construções em cima de construções sem demolir nada virando quase um labirinto e onde começa a sumir pessoas quando descobrem que era de um canibal que mesmo morto há 100 anos começa a fazer as pessoas sumirem dentro da casa, porque o quantidade de pessoas que ele matou o fez se transformar em algo que transcende apenas espiritos perdidos comuns.
Boa parte dos casos são fundamentados em conhecimentos e coisas sobrenaturais, mas não daquele jeito de filme de terror de hollywood de hoje que fantasma aparece do nada e tem superpoderes que nem X-men sabe lá porque e passa por paredes e move coisas, é algo mais parecido com poltergaist e esses filmes mais antigos.
Confesso que apesar de ver muitos filmes de horror tive até pesadelo vendo esse anime, talvez por eu estar sob pressão também. hehe
Apesar de meio irregular e ter alguns fan services é um anime que chama a atenção por mostrar coisas curiosas e diferentes além de sempre manter o clima de suspense e ter os sustos. A protagonista é naquele estilo menina inocente no meio de algo diferente e tem até algumas passagens legais que são mostradas através dos sonhos dela.
É um anime mediano e a animação até meio simples, mas vale a curiosidade para quem quiser ver um anime de horror, Seinen e tomar alguns sustos.

domingo, 18 de maio de 2014

História do míssil anti navio russo mais poderoso

Baseado no sucesso do Exocet na guerra das malvinas, a Rússia criou o KH-35 que inclusive os americanos quiseram comprar a tecnologia para atualizar o concorrente deles.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Japão voltará a ser uma potência militar?

Segundo essa noticia:
Japão deve reformar sua política de defesa
Nikkei


O governo japonês está prestes a propor a principal reforma militar no país desde a Segunda Guerra.

Usar a força para ajudar aliados sob ataque é algo que se enquadra o âmbito da legítima defesa e está previsto na Constituição do Japão. A afirmação deverá ser feita nesta quinta-feira por um painel de segurança nacional, criado pelo atual premiê, Shinzo Abe.

Com base nisso, o painel vai afirmar que a atual posição do Japão, de que a Constituição não permite ao país exercer seu direito de legítima defesa coletiva, não é "apropriada", e vai conclamar o governo a reinterpretar a constituição.

O governo vem afirmando desde 1972 que a carta permite ao Japão exercer apenas o nível mínimo de autodefesa necessária para proteger o país e que essa capacidade exclui o exercício do direito de legítima defesa coletiva.

O relatório dirá que, devido à deterioração da segurança nacional, é difícil esperar que apenas o direito de autodefesa baste para garantir a segurança do Japão. Ao mesmo tempo, pedirá cautela, observando que a autodefesa coletiva deve ser exercida com moderação, e oferecerá seis condições para isso, incluindo uma situação que ameaça muito a segurança do Japão se nenhuma ação for tomada.

Além disso, o painel recomendará um papel maior para as Forças de Autodefesa na segurança e propor uma ampliação da capacidade de autodefesa nas chamadas situações de "zona cinzenta", que ocorrem entre os períodos de paz e emergências nacionais absolutas.

A abstenção de ter uma força militar ofensiva foi imposta ao Japão depois que o país foi derrotado na Segunda Guerra. Mas, com a ascensão econômica e militar da China, tanto o Japão como vizinhos asiáticos se sentem ameaçados pelo poderia chinês.

_____________________

Pelo crescimento da China que tem pendengas com o Japão e principalmente porque tem gente "maior" interessado em mais sócios na Otan em caso do japão voltar a ter forças armadas amplas.
Uma coisa acaba levando a outra e alguns dizem que estamos em um cenário muito parecido ao que havia antes da segunda guerra mundial, mas na Asia.

domingo, 11 de maio de 2014

47 ronins, o sonho não acabou!



Finalmente vi o aclamado filme e devo admitir, foi surpreendente!

Nossa samurais, japão medieval, tengus, Neo com aquele cara de cachorro com fome em todas cenas, dragões e demônios, a melhor mistura do mundo desde o sabor X do sorvete napolitano!

A história é de um moleque ocidental que é encontrado por um clã e integrado a eles, acredito que isso não ocorreu com frequência no japão, mas para efeito aceitamos.

O menino cresce, vira o Neo salvador da humanidade enquanto que a filha do clã se apaixona por ele(isso é algo que não me surpreendeu as mulheres não resistem a um salvador da humanidade como a trinity não resistiu) e ele gera uma rivalidade com um dos servos o samurai mais respeitado do clã.

E dando sequência a história um feudo vizinho quer anexar o feudo de Ako e vemos toda uma trama digna de novela de rede globo acontecer e chegarmos ao ponto onde sobram os 47 ronins e o Neo.

Poucas vezes em minha vida vi um sonho ser destruído! Eu devo admitir que foi doloroso a cada minuto que passava vendo uma história sem nexo, samurais pedindo espadas para tengus, cenas dignas de “piratas do caribe”(não o primeiro que é legal) e uma fumacinha sem vergonha de photoshop.

Até o samurai fantasma na armadura estava lá, sim! Lutando contra todo mundo e não levando golpes, ele carregou minhas esperanças boa parte do filme até morrer de forma vexatória, fora a bruxa da fumacinha das trefas de 50 outros filmes.

Será que era pedir muito para fazerem lutas como o anime Ninja Scroll, Yokais dignos ou mesmo algo como o jogo “Samurai Shodows “ em forma de um filme? Tava tudo ai, um do lado do outro: samurais, yokais, bruxas, japoneses, espadas, feudos, terra, cavalos, arvores de flores rosas, carpas e sake; todos ali esperando para terem uma trama digna de vingança de samurais de manga. Até algum escritor de manga mediano faria algo melhor.


Após atingir o fundo do poço ao ver produtores e roteiristas inescrupulosos de Hollywood cometerem um crime desse tamanho, eu tive que admitir que fui surpreendido negativamente. Eu me senti como aquela criança que depois de assistir o palhaço arrebentar no picadeiro vê ele bebendo, fumando nos camarins e maltratando os outros. A realidade é cruel.

Não restaram alertas, mas mesmo assim eu nutri fé até os últimos instantes e levando a máxima do sr Girafales:"Só errei uma vez quando achei que estava errado" eu errei.

Os únicos pontos que merecem destaque foram os figurinos e a fotografia, mas não importa tanto quando você está entorpecido por um filme de tamanha ruindade.

domingo, 4 de maio de 2014

Porta aviões correndo perigo!

Animação de uma suposta arma anti porta aviões dos chineses:
Se é real são outros 500.

O braço forte dos EUA para projeção de poder no mundo é a US Navy(Marinha americana) e seus pilares são os porta-aviões que em média carregam 80 caças e são praticamente cidades moveis.

Se algum dia eles forem postos em "dúvida" provavelmente a US Navy terá que mudar completamente a forma de agir e pensar.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

O eixo econômico do mundo mudando


Segundo noticias de hoje, China pode se tornar a maior economia do mundo esse ano mesmo deixando EUA para trás.

Nos últimos 100 anos vimos a dança das cadeiras das potências e economias mudarem: Inglaterra maior potência viu surgir Alemanha que saíram do mapa com o fim da segunda guerra mundial dando lugar a URSS e EUA.

E decorridos 45 anos em 1990 URSS caiu dando lugar a um mundo unipolar com apenas os EUA como superpotência militar e econômica.

Segundo estimativas do banco mundial, agora em 2014 a China terá o maior PIB do mundo, passando os EUA usando o critério de paridade de poder de compras.

O mundo unipolar parece que chegará ao fim nos próximos anos ou décadas, alguns países como Rússia, China dizem que teremos lugar a um mundo destes com vários polos de poder regional e não um grande polo comandando o eixo do mundo.

O que ocorrerá basta esperar para ver, mas tomara que o Brasil não fique sentado apenas olhando, porque muitas passagens de poder vieram na base de conflitos sangrentos.

domingo, 27 de abril de 2014

A Doutrina Putin em 7 pontos.

Ótimo artigo sobre geopolitica mundial, Putin, Rússia e EUA.

A Doutrina Putin em 7 pontos.
Entenda a posição da Rússia no xadrez geopolítico mundial e qual é a mensagem que Putin quer enviar ao Ocidente com a anexação da Crimeia

Nazanín Armanian
Sun Tzu dizia: “É preciso ganhar a guerra antes de declará-la”. Que dados fizeram o Pentágono e a CIA pensarem que seu complô contra a Rússia – de instalar um regime antirrusso em Kiev e integrá-lo com a OTAN – ia prosperar? Se, apesar de contar com milhares de agentes e informantes militares, civis, públicos e ocultos naquele país, os EUA tiveram um fracasso de grande calibre e de consequências imprevisíveis, como então conseguiram elaborar sua tática em um país como o Irã, onde não há nem embaixada?

Os setores belicistas do governo dos EUA cometeram uma grave imprudência ao cruzar a linha vermelha com Moscou, passando de guerras periféricas (anteriormente na Coreia ou no Vietnã, atualmente na Síria) a provocar um enfrentamento direto com a Rússia. Agora, além de engolir a história da integração da Crimeia com a Rússia – em parte graças ao referendo e ao habilidoso uso do vox populi por parte do Kremilin – também tiveram que aceitar a proposta de Moscou de mudar a Constituição ucraniana para transformar o país em uma federação, em um Estado tampão não alinhado. Assim, impedir que se transformasse em outra base da OTAN em suas fronteiras. E talvez seja melhor que não ameacem com mais sanções econômicas se não querem que os russos tirem seu dinheiro do Chipre ou de Portugal e forcem Bruxelas a um novo resgate.
A metamorfose de Vladimir Putin
Existia, entre os principais dirigentes russos, a ideia de que “quanto mais dependemos do Ocidente, mais o Ocidente vai depender de nós”, que é o mais parecido com uma doutrina absurda de segurança de homens que, depois de trair os ideais de um mundo justo, estavam ansiosos por fazer um vazio na elite do capitalismo global.

Assim, deixaram que os EUA determinassem o rumo do país, até que “mudanças progressivas quantitativas gerassem mudanças qualitativas” e um dirigente chamado Vladímir Vladímirovich Putin sofreu este mesmo processo na própria pele e agora está mudando o rumo de seus país. Aqui há uma cronologia resumida de como aconteceu:

- 1997: A OTAN firma com Gorbatchev a Ata Fundacional, cujo eixo são “três nós”: que a OTAN não tem “nenhuma intenção, nenhum plano, e nenhuma razão” para levar grandes contingentes militares aos 12 países do antigo bloco socialista. A Aliança estava enganando os russos. Não tardará a romper sua promessa.

- 1998 e 1999: Putin, desde o governo de Yeltsin, reprime duramente a rebelião dos chechenos com a ideia de impedir a maior desintegração do país. Ambos os lados cometem crimes de guerra.

- Tendo sucedido a Yeltsin em 2000, Putin é tratado com mimos por um Ocidente que pretende desativar sua possível oposição às aventuras bélicas em curso, contar com seu consentimento para instalar bases militares na Ásia Central, implicá-lo na imoral guerra contra o Afeganistão e utilizar seu território para o trânsito dos combios (Rota Norte) – e tudo isso a troco de nada: concessões unilaterais.

- 2008: Putin vê como o Ocidente e a Arábia Saudita desestabilizam o Cáucaso. Volta a empregar a mão dura ante a brutalidade dos chefes chechenos.

- Putin e sua equipe já se dão conta de que a proximidade com o Ocidente não beneficiou a Rússia. O enfoque brzezinskiano da política externa de Obama, de menos Oriente Próximo e mais contenção da Rússia e da China, é claro e público. Putin recorre à ideia fracassada de Obama de formar um G2 com a China, e fortalece seus laços com o grande vizinho.

- Putin projeta uma imagem de força e segurança, e consolida seu poder pessoal. Sua postura anti-Estados Unidos neutralizará os militares “nostálgicos” que vinham exigindo uma política externa contundente em defesa dos interesses nacionais.

- Com o aumento do preço dos hidrocarbonetos, melhora a situação econômica da Rússia. A crise financeira do Ocidente faz com que os países afetados aumentem sua dependência em relação aos mercados e aos investimentos das potências emergentes – entre elas, a Rússia.

- Putin suspeita, assim como os chineses, de que as primaveras árabes sejam promovidas pelos EUA para redesenhar o novo mapa da região de acordo com seus atuais interesses e em detrimento da Rússia e da China.

- A Líbia é o nome do penúltimo golpe recebido dos EUA: a resolução do Conselho de Segurança propunha uma zona de exclusão aérea e não a troca do regime.

- Putin se opõe às ameaças de Washington contra o Irã e a Síria, e concede asilo a Snowden, tentando recuperar a autoridade moral que perdeu ao não se opor ao bombardeio na Líbia.

- A profunda decepção do Kremlin com seus “amigos ocidentais”, que na Ucrânia alcança tal ponto que acaba com seu pragmatismo e realismo defensivo para dar lugar ao realismo e à ofensiva, o que dá forma a sua doutrina.

Assim fica a Doutrina Putin:

- Considerar a instabilidade dos países vizinhos como uma ameaça para a segurança russa e ter o direito de estabilizá-los.

- Não confiar nos EUA e na União Europeia. Os trágicos fins de Saddam e Gadafi mostraram que nem uma sólida relação com o Ocidente é garantia de salvar sua pele.

- Elevar a autoridade da Rússia em nível internacional para que os EUA não voltem a considerá-la como “uma potência regional”. Com sua história e seu grande patrimônio energético e cultural já demonstraram – por exemplo, na crise síria –, ele é capaz de resgatar o próprio presidente dos EUA de sua autodenominada “linha vermelha”, evitando uma nova catástrofe bélica para o mundo.

- Resolver os conflitos internos e também com os vizinhos.

- Advertir o mundo de que jogar com a “nova” Rússia terá seus custos: uma das lições da Crimeia.

- Embaralhar, quando julgar necessário, a utilização do conceito de “intervenção humanitária e a Responsabilidade de Proteger (R2P)”, tal como seus homólogos ocidentais.

- Fortalecer as posições da Rússia na Eurásia, impedir a desintegração do país (Chechênia) e recuperar a influência perdida sobre os ex-membros da URSS e sobre os velhos aliados (Cuba, Vietnã).

Luta de classes ou nacionalismo

A burguesia russa que dirige o governo por meio do controle sobre a exploração dos recursos naturais do país mantém uma estreita (embora complexa) relação com a oligarquia internacional. Ainda com seus traços particulares, marcados pela história e pela cultura do país, não se pode descartar o uso do nacionalismo russo um tanto exacerbado para exportar a crise interna ou canalizar o descontentamento de setores mais desfavorecidos, por meio de um discurso populista

Segundo o Partido Comunista da Rússia (proibido por Yeltsin em 1991, legalizado em 1993, e hoje a segunda força política do país), a taxa de pobreza subiu a 12,2% em 2013, um ponto a mais do que no ano anterior (nos EUA, essa taxa é de 15% e na Espanha, de 21%). Tais cifras não devem menosprezar o grande trabalho dos russos por se levantarem do duro golpe da desintegração da URSS e das políticas de Yeltsin e companhia, que deixaram 33% da população (49 milhões de pessoas) em um nível escandaloso de pobreza.

O índice de crescimento econômico caiu de 3,4% em 2012 para 1,6% em 2013.

Os comunistas, que acabam de ganhar a prefeitura de Novosibirsk, a terceira maior cidade do país, denunciam a doença holandesa da economia do país: a dependência da economia em relação às exportações do hidrocarboneto (70% do total em 2012) e que apenas um terço das receitas chegam às alçadas do governo. O resto está nas contas dos empresários nacionais e estrangeiros, e a essa cifra se devem acrescentar os 50-70 bilhões que são extraídos do país por conta da “fuga de capitais”.

O PC, que apoiou o direito da Crimeia à livre determinação, assim como a restauração voluntária da União Soviética, denuncia o abandono de 40 milhões de hectares produtivos, que fizeram desaparecer povos inteiros, e o fato de a agricultura representar apenas 4,4% do PIB. Na Rússia emergente e dos grandes magnatas, a expectativa de vida é de 70 anos, ocupando a posição 97 entre 180 países. As políticas sociais do governo continuam sendo insuficientes, ainda que o nível de vida tenha melhorado em relação à década de 90.

Mas a pressão sobre a Rússia a empurrará em direção a uma política externa agressiva e a uma ascensão da ultradireita na Rússia e na Europa.

Pode ser que o perfil de Putin seja apropriado para uma nação em ascensão e o de Obama, para uma em declínio, mas a única coisa certa é que estamos diante do fim da Nova Ordem Mundial de Bush e que a geopolítica tem uma natureza mutante. Só se pode falar de tendências.

* Nazanín Armanian é iraniana e residente em Barcelona desde 1983, data em que se exilou de seu país. Licenciada em Ciências políticas. Ministra aulas nos cursos online da Universidade de Barcelona. Colunista do diário online publico.es.

23/04/2014 - Copyleft