quinta-feira, 1 de maio de 2014

O eixo econômico do mundo mudando


Segundo noticias de hoje, China pode se tornar a maior economia do mundo esse ano mesmo deixando EUA para trás.

Nos últimos 100 anos vimos a dança das cadeiras das potências e economias mudarem: Inglaterra maior potência viu surgir Alemanha que saíram do mapa com o fim da segunda guerra mundial dando lugar a URSS e EUA.

E decorridos 45 anos em 1990 URSS caiu dando lugar a um mundo unipolar com apenas os EUA como superpotência militar e econômica.

Segundo estimativas do banco mundial, agora em 2014 a China terá o maior PIB do mundo, passando os EUA usando o critério de paridade de poder de compras.

O mundo unipolar parece que chegará ao fim nos próximos anos ou décadas, alguns países como Rússia, China dizem que teremos lugar a um mundo destes com vários polos de poder regional e não um grande polo comandando o eixo do mundo.

O que ocorrerá basta esperar para ver, mas tomara que o Brasil não fique sentado apenas olhando, porque muitas passagens de poder vieram na base de conflitos sangrentos.

domingo, 27 de abril de 2014

A Doutrina Putin em 7 pontos.

Ótimo artigo sobre geopolitica mundial, Putin, Rússia e EUA.

A Doutrina Putin em 7 pontos.
Entenda a posição da Rússia no xadrez geopolítico mundial e qual é a mensagem que Putin quer enviar ao Ocidente com a anexação da Crimeia

Nazanín Armanian
Sun Tzu dizia: “É preciso ganhar a guerra antes de declará-la”. Que dados fizeram o Pentágono e a CIA pensarem que seu complô contra a Rússia – de instalar um regime antirrusso em Kiev e integrá-lo com a OTAN – ia prosperar? Se, apesar de contar com milhares de agentes e informantes militares, civis, públicos e ocultos naquele país, os EUA tiveram um fracasso de grande calibre e de consequências imprevisíveis, como então conseguiram elaborar sua tática em um país como o Irã, onde não há nem embaixada?

Os setores belicistas do governo dos EUA cometeram uma grave imprudência ao cruzar a linha vermelha com Moscou, passando de guerras periféricas (anteriormente na Coreia ou no Vietnã, atualmente na Síria) a provocar um enfrentamento direto com a Rússia. Agora, além de engolir a história da integração da Crimeia com a Rússia – em parte graças ao referendo e ao habilidoso uso do vox populi por parte do Kremilin – também tiveram que aceitar a proposta de Moscou de mudar a Constituição ucraniana para transformar o país em uma federação, em um Estado tampão não alinhado. Assim, impedir que se transformasse em outra base da OTAN em suas fronteiras. E talvez seja melhor que não ameacem com mais sanções econômicas se não querem que os russos tirem seu dinheiro do Chipre ou de Portugal e forcem Bruxelas a um novo resgate.
A metamorfose de Vladimir Putin
Existia, entre os principais dirigentes russos, a ideia de que “quanto mais dependemos do Ocidente, mais o Ocidente vai depender de nós”, que é o mais parecido com uma doutrina absurda de segurança de homens que, depois de trair os ideais de um mundo justo, estavam ansiosos por fazer um vazio na elite do capitalismo global.

Assim, deixaram que os EUA determinassem o rumo do país, até que “mudanças progressivas quantitativas gerassem mudanças qualitativas” e um dirigente chamado Vladímir Vladímirovich Putin sofreu este mesmo processo na própria pele e agora está mudando o rumo de seus país. Aqui há uma cronologia resumida de como aconteceu:

- 1997: A OTAN firma com Gorbatchev a Ata Fundacional, cujo eixo são “três nós”: que a OTAN não tem “nenhuma intenção, nenhum plano, e nenhuma razão” para levar grandes contingentes militares aos 12 países do antigo bloco socialista. A Aliança estava enganando os russos. Não tardará a romper sua promessa.

- 1998 e 1999: Putin, desde o governo de Yeltsin, reprime duramente a rebelião dos chechenos com a ideia de impedir a maior desintegração do país. Ambos os lados cometem crimes de guerra.

- Tendo sucedido a Yeltsin em 2000, Putin é tratado com mimos por um Ocidente que pretende desativar sua possível oposição às aventuras bélicas em curso, contar com seu consentimento para instalar bases militares na Ásia Central, implicá-lo na imoral guerra contra o Afeganistão e utilizar seu território para o trânsito dos combios (Rota Norte) – e tudo isso a troco de nada: concessões unilaterais.

- 2008: Putin vê como o Ocidente e a Arábia Saudita desestabilizam o Cáucaso. Volta a empregar a mão dura ante a brutalidade dos chefes chechenos.

- Putin e sua equipe já se dão conta de que a proximidade com o Ocidente não beneficiou a Rússia. O enfoque brzezinskiano da política externa de Obama, de menos Oriente Próximo e mais contenção da Rússia e da China, é claro e público. Putin recorre à ideia fracassada de Obama de formar um G2 com a China, e fortalece seus laços com o grande vizinho.

- Putin projeta uma imagem de força e segurança, e consolida seu poder pessoal. Sua postura anti-Estados Unidos neutralizará os militares “nostálgicos” que vinham exigindo uma política externa contundente em defesa dos interesses nacionais.

- Com o aumento do preço dos hidrocarbonetos, melhora a situação econômica da Rússia. A crise financeira do Ocidente faz com que os países afetados aumentem sua dependência em relação aos mercados e aos investimentos das potências emergentes – entre elas, a Rússia.

- Putin suspeita, assim como os chineses, de que as primaveras árabes sejam promovidas pelos EUA para redesenhar o novo mapa da região de acordo com seus atuais interesses e em detrimento da Rússia e da China.

- A Líbia é o nome do penúltimo golpe recebido dos EUA: a resolução do Conselho de Segurança propunha uma zona de exclusão aérea e não a troca do regime.

- Putin se opõe às ameaças de Washington contra o Irã e a Síria, e concede asilo a Snowden, tentando recuperar a autoridade moral que perdeu ao não se opor ao bombardeio na Líbia.

- A profunda decepção do Kremlin com seus “amigos ocidentais”, que na Ucrânia alcança tal ponto que acaba com seu pragmatismo e realismo defensivo para dar lugar ao realismo e à ofensiva, o que dá forma a sua doutrina.

Assim fica a Doutrina Putin:

- Considerar a instabilidade dos países vizinhos como uma ameaça para a segurança russa e ter o direito de estabilizá-los.

- Não confiar nos EUA e na União Europeia. Os trágicos fins de Saddam e Gadafi mostraram que nem uma sólida relação com o Ocidente é garantia de salvar sua pele.

- Elevar a autoridade da Rússia em nível internacional para que os EUA não voltem a considerá-la como “uma potência regional”. Com sua história e seu grande patrimônio energético e cultural já demonstraram – por exemplo, na crise síria –, ele é capaz de resgatar o próprio presidente dos EUA de sua autodenominada “linha vermelha”, evitando uma nova catástrofe bélica para o mundo.

- Resolver os conflitos internos e também com os vizinhos.

- Advertir o mundo de que jogar com a “nova” Rússia terá seus custos: uma das lições da Crimeia.

- Embaralhar, quando julgar necessário, a utilização do conceito de “intervenção humanitária e a Responsabilidade de Proteger (R2P)”, tal como seus homólogos ocidentais.

- Fortalecer as posições da Rússia na Eurásia, impedir a desintegração do país (Chechênia) e recuperar a influência perdida sobre os ex-membros da URSS e sobre os velhos aliados (Cuba, Vietnã).

Luta de classes ou nacionalismo

A burguesia russa que dirige o governo por meio do controle sobre a exploração dos recursos naturais do país mantém uma estreita (embora complexa) relação com a oligarquia internacional. Ainda com seus traços particulares, marcados pela história e pela cultura do país, não se pode descartar o uso do nacionalismo russo um tanto exacerbado para exportar a crise interna ou canalizar o descontentamento de setores mais desfavorecidos, por meio de um discurso populista

Segundo o Partido Comunista da Rússia (proibido por Yeltsin em 1991, legalizado em 1993, e hoje a segunda força política do país), a taxa de pobreza subiu a 12,2% em 2013, um ponto a mais do que no ano anterior (nos EUA, essa taxa é de 15% e na Espanha, de 21%). Tais cifras não devem menosprezar o grande trabalho dos russos por se levantarem do duro golpe da desintegração da URSS e das políticas de Yeltsin e companhia, que deixaram 33% da população (49 milhões de pessoas) em um nível escandaloso de pobreza.

O índice de crescimento econômico caiu de 3,4% em 2012 para 1,6% em 2013.

Os comunistas, que acabam de ganhar a prefeitura de Novosibirsk, a terceira maior cidade do país, denunciam a doença holandesa da economia do país: a dependência da economia em relação às exportações do hidrocarboneto (70% do total em 2012) e que apenas um terço das receitas chegam às alçadas do governo. O resto está nas contas dos empresários nacionais e estrangeiros, e a essa cifra se devem acrescentar os 50-70 bilhões que são extraídos do país por conta da “fuga de capitais”.

O PC, que apoiou o direito da Crimeia à livre determinação, assim como a restauração voluntária da União Soviética, denuncia o abandono de 40 milhões de hectares produtivos, que fizeram desaparecer povos inteiros, e o fato de a agricultura representar apenas 4,4% do PIB. Na Rússia emergente e dos grandes magnatas, a expectativa de vida é de 70 anos, ocupando a posição 97 entre 180 países. As políticas sociais do governo continuam sendo insuficientes, ainda que o nível de vida tenha melhorado em relação à década de 90.

Mas a pressão sobre a Rússia a empurrará em direção a uma política externa agressiva e a uma ascensão da ultradireita na Rússia e na Europa.

Pode ser que o perfil de Putin seja apropriado para uma nação em ascensão e o de Obama, para uma em declínio, mas a única coisa certa é que estamos diante do fim da Nova Ordem Mundial de Bush e que a geopolítica tem uma natureza mutante. Só se pode falar de tendências.

* Nazanín Armanian é iraniana e residente em Barcelona desde 1983, data em que se exilou de seu país. Licenciada em Ciências políticas. Ministra aulas nos cursos online da Universidade de Barcelona. Colunista do diário online publico.es.

23/04/2014 - Copyleft

quarta-feira, 12 de março de 2014

Gankutsuou - o conde de monte cristo



Gankutsuou ou como foi batizado no brasil:"Conde de monte cristo" é uma adaptação do romance francês do Alexandre Dumas e diga-se de passagem já houveram vários filmes, séries e até novela da globo "Avenida Brasil" baseados. Nisso da para ver o poder dessa trama digamos universal sobre vingança.

Focando no anime em uma primeira olhada o visual é meio estranho, as texturas parecem meio random e bizarras em alguns pontos juntando aquele 3d da época que ainda não era perfeito, ainda sim depois de acostumar não me senti incomodado e não considero problemas.

A história é uma adaptação futurista do romance do seculo 19 narrada no livro, apesar desse descolamento do tempo é muito bem combinado os elementos futuristas com o passado sem parecer algo bizarro e lembrando o período vitoriano.

Outra ponto, assim como o livro as adaptações são narradas em primeira pessoa, essa é narrada em terceira pessoa no ponto de vista do protagonista Albert deveras inocente e até tolo, mas que acaba sendo levado "pelos" fatos e não pelas coincidências como diz o Conde de Monte cristo. Além de que sua evolução como pessoa, passagem da adolescência para o mundo adulto é um dos vários temas da história.
Spoileando a história Conde é um antagonista/protagonista extremamente foda ao mesmo tempo que se mostra carismático, amistoso e cruel, mas que no fundo como a narrativa mostra não da para se dizer quem é certo ou errado ou o que é "merecido".

Tudo ou quase tudo é algo que ele sempre tem uma mão e assim como no livro a história é a execução desse plano de vingança arquitetado por décadas, mas diferente do original tem um elemento muito importante e diferente Gankutsuou que na minha opinião seria o equivalente a sorte na história original.

Essa história é simplesmente muito foda, é uma montanha russa de acontecimentos onde aborda: traição, ganância, vaidade, luxuria, cobiça, inveja, roubo, assassinato, incesto e etc, que são mostrados impregnados na alta sociedade francesa, provavelmente uma critica a época que ainda é atual, é uma história forte e que no fundo da aquela velha mensagem do seu madruga:"Que a vingança nunca é plena, mata a alma e envenena" e que no caso do Conde paga um preço alto para executar o seu objetivo.

Outro tema é como se usam as pessoas para alcançar diversos objetivos as tornando descartáveis depois, os temas são muitos é difícil falar da história sem soltar algum spoiler hehe.

A trilha sonora é extremamente bela e de um extremo bom gosto:

Tem muitas referências a música erudita e autores clássicos sem ser algo cafona com cara de ultrapassado e mesmo a abertura é muito bonita. O encerramento sempre me lembrou a abertura do Dr. Who.

Zero de fanservice, trilha sonora lindíssima, história foda, arte muito bem feita e ousada, bom desenvolvimento de personagens e mesmo no fato de inovar ao contar a história mundialmente conhecida de uma forma diferente, alias resolveram exatamente o problema que comentei ter nova adaptação do Old Boy.

Provavelmente entrará para minha coleção de DVD para no futuro quem sabe assistir novamente.

Link para quem quiser baixar:http://www.hyuugadownloads.com.br/?p...-Cristo&id=644

Para mim é difícil lembrar ou citar defeitos relevantes, considero uma obra que merece uma nota 10 um trabalho excepcional.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Homenagem ao dia dos namorados

Gendo Ikari antagonista de Neon Genesis Evangelion por amor:


Clonou a própria esposa:

Enganou a Seele organização composta por líderes da ONU e maiores nações:


Preparou e encaminhou a humanidade para o apocalipse com a instrumentalização:

Que resultou na transformação da humanidade em sopa primordial:

Com o intuito de se reunir novamente a sua amada morta ao testar o Eva01:
A fim de voltar a ser feliz:
;-)

terça-feira, 28 de maio de 2013

Corrida espacial

URSS:
1º satélite do mundo
1º voou intercontinental
1º ser vivo posto no espaço
1º homem a viajar no espaço
1ª sonda espacial
1ª primeiro astronauta mulher
1ª primeiro astronauta europeu(fora da Rússia)

EUA
1º homem a pisar na lua = EUA

EUA = Win  :-)

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Shin Sekai Yori(From the New World), Darwinismo social e a Raça perfeita(spoilers)



Lendo sua mente compreendo por que você chegou até aqui e de que forma, então vou sanar suas dúvidas.

O próximo passo da evolução humana chegara, de súbito pessoas comuns desenvolveram poderes paranomias e a humanidade mudou.

O caos se instalou e uma nova sociedade que foi moldada a base dessa evolução, ou mutação, não sabemos bem.

O núcleo dessa nossa nova sociedade pacifica são os poderes paranomias  no qual definem quem está apto a viver entre nós.

Apenas humanos que desenvolvem o Cantus, origem de seus poderes, podem continuar e se tornar um cidadão respeitado.

As novas gerações não sabem o que aconteceu no passado,  mas um grupo de jovens compostos por Saki, Satoru, Shun, Maria e Mamoru descobre fora dos limites da cidade, que é protegida por uma barreira psíquica,  o passado tecnológico e entram em contato com as colonias das raças inferiores que servem ao nosso propósito sem nos incomodar.

Diante desses acontecimentos as crianças começaram a questionar se o que descobriram é real, mas não podem saber que quem não desenvolve seu Cantus é levado e descartado, assim como quem tem algum distúrbio de personalidade não pode conviver conosco.

Esse grupo teve suas mentes vasculhas e preparada de forma que o ocorrido foi apagado e suas memórias alteradas de forma que não pudessem manter esses conhecimentos proibidos.

Tudo é questão de segurança, por que senão criaremos psicopatas ultrapoderosos e principalmente, as raças escravas apenas nos servem e definimos quais colonias sobrevivem ou são destruídas. Afinal de contas tivemos problemas com os humanos sem Cantus que criaram um grande conflito conosco no passado. Mas não adiantou nada, somos poderosos e superiores.

Apesar de tudo somos pacíficos e temos um bloqueio psíquico onde passamos mal ao atacarmos nossos semelhantes. Somos a sociedade perfeita, com vida simples quase rural e sem grandes preocupações.

Somos o novo e perfeito mundo, não se oponha.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Magi vs Sibila - duelo imaginário

Duelo imaginário entre os supercomputadores Magi do anime Neon Genesis Evangelion contra o sistema Sibila do anime Psycho Pass.

Sibila
Sistema que gerencia o departamento de segurança do japão, analisa a população em busca de criminosos latentes além de dar a sentença aos criminosos que são executadas através de armas chamadas dominators.
Criador:
Empresa privata não citada




Magi


Um trio de super bio computadores criados pelo grupo paramilitar Nerv tanto para gerenciar os Evas, simulações de batalha, cuidar do quartel da Nerv além de administrar a cidade de Tókio 3.
Criador:
Dr. Naoko Akagi e mantido pela filha





Segurança
Magi foi invadido pelo Anjo Ireul e quase completamente “dominado” além de ter sofrido danos em ataques direto de Anjos e para se defender depende exclusivamente da dr. Akagi.

Sibila completamente autônomo e seguro mas teve o seu centro de processamento invadido fisicamente tanto pelo Coreano quanto pelo Kagari mas não foi completamente violado.

Vencedor: Sibila, nem pessoalmente conseguiram violar totalmente


Impacto tecnológico:
Magi ajudou a criar os Evas que é a única forma da humanidade se defender dos Anjos afim de evitar a extinção da raça humana.

Sybila através dele a sociedade japonesa se converteu para uma sociedade quase que completamente pacifica e com baixíssimo índice de violência.

Vencedor: Magi, salvar a humanidade é mais "style" ;-)


Visual
Magi: uns cachotes feiosos e um monte de circuitos
Sybila: uma sala com liquido amarelo e um monte de cérebros em caixas

Vencedor:
Nenhum, precisariam da Apple para melhorar muito, não chegam aos pés de um iphone.


Fusão homem vs maquina
Sybila: praticamente é um agrupamento de cérebros de criminosos  usado para tomar decisões.
Magi: contém cópia de alguns aspectos da personalidade da doutora Akagi.

Vencedor: Sybila, os cérebros encaixotados são quase pessoas



Capacidade de processamento
Sybila: Controla em tempo real e testa os cidadãos do Japão.
Magi: contém cópia de alguns aspectos da personalidade da doutora Akagi.

Vencedor: Sybila